FRASE DA SEMANA

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".

(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

OPINIÃO



TRISTE CONCLUSÃO

A cidade de Marechal Deodoro e seu povo vive sendo penalizado por sucessivas administrações, onde a marca registrada é a corrupção, a incompetência e o descaso com a coisa pública, resultando com isso em um subdesenvolvimento crônico que causa uma grande insatisfação na sociedade. Através de uma simples observação notamos que as coisas não acontecem no nosso município, como deveria acontecer, principalmente aquelas que são os desejos da maioria da população.
Comentam em Marechal Deodoro que o forte do município é o Turismo, deveria ser, mais infelizmente vive esquecido pelas nossas autoridades, nem um plano municipal de turismo existe e muito menos um Secretário. Por acaso alguém já viu algum ônibus de turistas visitando a cidade! É impossível acontecer tendo em vista o estado de abandono que se encontra a mesma com várias ruas interditadas, buracos de toda espécie, esgotos a céu aberto e tudo que o turista não deseja ver e nem deve. Temos sérios problemas de abastecimento de água em função da incompetência, inoperância e a ausência de um planejamento adequado, aliado a falta de investimento.
Outro grave problema em Marechal são as intermináveis obras que se arrastam há anos e nunca são concluídas, como por exemplo as históricas quadras poliesportivas coberta, os recursos começaram a chegar em 2.009 e até a presente data nenhuma pronta (Portal da Transparência), Saneamento do Francês, o Adro do Convento e Praça Pedro Paulino, conjunto residenciais, inclusive já aconteceu até invasões.
Na área de saúde temos grandes dificuldades, tanto na área ambulatorial como na hospitalar, apesar do Conselho Municipal de Saúde (o único que funciona no município, apesar dos obstáculos criados pelo gestor) onde não tem interesse que o mesmo não funcione, penalizando com isso a sociedade mais carente que é usuária do SUS. Você se lembra quando foi construído um posto de saúde no município? O crescimento da população é bastante visível e a demanda pelos serviços dos médicos é uma constante. É importante que o deodorense faça uma reflexão e mude seu comportamento na hora de votar, só assim conseguiremos mudar esse estado de coisa que existe na administração pública.
Podemos ainda comentar sobre a situação dos servidores públicos efetivos, da Secretaria de Educação, qualidade do ensino e recursos do FUNDEB, essas Fundações Municipais, algumas com orçamentos milionários, e retorno para a sociedade, deixa muito a desejar, planejamento urbano de nossa cidade, que não existe, aqui se constrói aonde quer e como quiser, inclusive em Área Verde, problemas gravíssimos de limpeza pública e do Lixão, que continua no mesmo lugar, do mesmo jeito, agredindo ao meio ambiente e o lençol freático, entre outra agressões e os responsáveis nada fazem.
Por tudo isso e algo mais, é que conclamo a todos os deodorenses para fazermos uma avaliação e observarmos que nada, ou em quase nada avançamos no nosso desenvolvimento e muito menos na qualidade de vida de toda sociedade. Temos que mudar os políticos de Marechal Deodoro e consequentemente mudar a maneira de administrar o município, onde predomina os interesses individuais em detrimento do interesse coletivo.

Paulino Lopes

domingo, 1 de fevereiro de 2015

FATOS&FUTRYKAS



Projeto Ideológico
O projeto ideológico de poder da petralhada, que descobriu na corrupção uma fonte de viabilização do domínio sobre a classe mais pobre, arrasou com a Petrobras. Descobriram que para dominar o proletariado não necessariamente se faz necessário pertencer à burguesia, basta ter poder, e o poder de compra, inclusive das consciências é o mais eficaz. Só que arrasando com o ícone de poder para o povo brasileiro, os bolsistas já começaram a sentir os efeitos negativos no seu cotidiano. Recuperá-lo é difícil principalmente se frutificarem as dezenas de ações judiciais movidas por investidores nos Estados Unidos. Para piorar a situação, com a baixa cotação do barril de petróleo o sonho do pré-sal parece se tornar inviável e assim já surge a ideia, ainda que remota, da venda do controle da companhia como taboa de salvação. E, segundo falam por aí, vem mais rebordosas com as mazelas do BNDES.

Saúde
Pelo que se sabe a saúde pública no Brasil parece estar um caos, mas não para todos os brasileiros. Imagine se essa situação atinge senadores, ex-senadores, suplentes que assumiram o cargo sem nenhum voto ganho, tampouco seus cônjuges e dependentes. Jamais! E para que isso seja possível, só é necessário que estes políticos tenham exercido o cargo ininterruptamente por 180 dias. Contribuir para ter direito ao plano de saúde mais cobiçado do país, nem se fala. “A assistência à saúde do Senado Federal é vitalícia e abrange atendimento médico-hospitalar; médico-ambulatorial; assistência domiciliar de emergência, urgência, traslado terrestre ou aéreo; odontológico ou psicoterápico, inclusive no exterior” (G1). Tudo isso sem nenhum gasto por parte dos beneficiados. Segundo o Jornal gaúcho Zero Hora, “com custo zero para os senadores e bancado pelo contribuinte, o plano de saúde do Senado inclui até implantação de próteses dentárias de ouro e beneficia também quem perdeu o mandato por quebra de decoro, como é o caso de Demóstenes Torres (GO), ou por suspeita de desvios de dinheiro público, no caso de Expedito Júnior (PSDB-RO)”.

Eficiente Administração
Pelo que a população comenta (nas ruas, no principal site de notícias e redes sociais), nos últimos seis anos Marechal vem vivendo no mais amplo e irrestrito abandono. A possibilidade de falta de recursos está muito longe da verdade. O Economista e ex-vereador Paulino Lopes vem demonstrando em seus comentários, já que não existe transparência (mais uma lei que não é cumprida), que os recursos chegam a Marechal “a rodo”. Muito embora hoje as contas estejam bloqueadas por falta de responsabilidade administrativa, para não usar termos duros e mais adequados, ainda sobra muita grana para as atividades essenciais, que estão liberadas. Os que quiserem saber maiores detalhes procurem os vereadores que deveriam lhe representar para as devidas explicações. Afinal eles são pagos, e muito bem pagos, para servirem ao povo e não aos seus próprios interesses.

Muita farinha para pouco pirão
A interminável Reforma do Adro do Convento e da praça Pedro Paulino, que já despenderam fábulas de recursos federais. Para tão pouca obra foram necessários mais recursos financeiros, agora da arrecadação própria do município a título de "Contrapartida". Se já estava cara, segundo Paulino Lopes, atualmente vai à casa dos 2 milhões e 970 mil reais. Ainda segundo o ex-vereador, é estranho que nenhuma Instituição fiscalize a aplicação dessa dinheirama. Esperar pela Câmara Municipal e Tribunal de Contas é tempo perdido, mesmo que faça parte de suas atribuições.
Não adiantam chorumelas, pois quando se tinha uma contrapartida inicial na ordem de R$ 87.000,00, hoje já alcançou o valor de R$ 1.052.693.75. Será que o dinheiro existe?

Direitos desrespeitados
“Ou os funcionários EFETIVOS se unem através de suas representações ou nunca vão ter seus direitos respeitados por essa administração que só trabalha contra aos seus interesses.” Com a união do funcionalismo em torno de objetivos comuns e justos, pressionando para o diálogo com os gestores, cobrando os direitos que lhes estão sendo negado pode-se chegar a um bom termo. Caso contrário, sugere o ex-vereador Paulino – “promovam a paralisação dos serviços, promovam greves, denunciem ao Ministério Público, tudo isso observando os princípios legais e sem esquecer de buscar o apoio da sociedade onde todos estão inseridos e divulgar para a imprensa estadual. Afinal os funcionários públicos efetivos são massacrados por essa administração, onde não recebem reajustes dos vencimentos há 7 anos, têm péssimas condições de trabalho e lhes faltam qualificação e treinamento, não obedecendo o que determinam as normas legais que diz que os vencimentos têm que ser reajustados pelo menos uma vez ao ano.”

Leis obscuras
No apagar das luzes de 2014, a Câmara, a serviço do gestor municipal, aprova uma lei obscura criando cargos em comissão - AT-l com valor de 12 mil reais, o dobro do valor do maior cargo em comissão CC-5, existente na administração. Para essa aberração não existe a LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, não existe estudo de impacto financeiro e afronta a todos os parâmetros legais que regula a matéria. Portanto – conclui Paulino - não podemos deixar que o elefante passe pelo fundo da agulha, o gestor tem é que pagar o que é de direito aos professores e demais funcionários.

Exemplo de atuação

O Vereador Jorge Mello vem se destacando por suas atitudes no exercício de suas funções parlamentares. A constatação e o reconhecimento vem sendo expostos nas redes sociais e no mural de recados do site Real Deodorense. “Parabéns pela sua atitude e seu desempenho em defesa da população deodorense” - dizem uns que complementam – “se a oposição agisse feito você seria ótimo... de todos vereadores de Marechal Deodoro você é o único que representa o povo de verdade pois os outros nada fazem...”. Na realidade pouco se percebe do plantel da Câmara deodorense, segundo os comentários de botequins, acrescentando que a população está de olho e que não vai adiantar muito as onças e garoupas que o eleitor diz que vai receber e não vai votar.

Concertos para Juventude
Os sons em volume elevado são danosos à saúde humana e de animais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que o início do estresse auditivo se dá sob exposições de 55 decibéis e que acima de 85 começa a ser danificado o mecanismo que permite a audição. A consciência desses limites aliada a preocupação com a saúde deveria ser suficiente para que certos desavisados excedam esses limites. Mas como o ser humano normalmente não se valoriza e muito menos respeita a seu semelhante a NBR 10.151 dispõe sobre à avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade com apoio à normatização dos concertos públicos, em especial os que são realizados em áreas residenciais.
Em Marechal, como não poderia ser diferente, a desobediência ás normas e ao bem estar da população tem levado algumas pessoas a, mais uma vez, cobrar das autoridades competentes, Secretaria de Meio Ambiente e Promotoria Pública, providências para os abusos de som alto nos finais de semana na orla lagoar. “É um absurdo não se ter direito de descansar em paz e nem assistir tevê por causa de som alto nos carros. Doutora, dê um basta nesses sons de carro que isso está virando bagunça.”

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

OPINIÃO

ESSE MUNDO POSSÍVEL


CHANTAGEM CONTRA A RESPONSABILIDADE FISCAL

Resistência aumenta na sociedade e partidos de oposição vão ao STF.

O adiamento para a próxima semana da votação do projeto do governo que derruba a meta fiscal de 2014, com a consequente desmoralização da Lei de Responsabilidade Fiscal, decorreu da falta de quórum promovida pela própria base do governo.

O Executivo chantageia o Congresso e a sociedade ameaçando parar obras, suspender pagamentos de fornecedores, cancelar investimentos, eliminar desonerações, reduzir investimentos, cortar emendas parlamentares e outras maldades. E ainda põe na mesa do jogo os nomes dos futuros ministros da área econômica.

Em troca, o PMDB chantageia o governo exigindo a eleição do líder Eduardo Cunha para a presidência da Câmara e a nomeação de Henrique Eduardo Alves para o Ministério da Integração Nacional. E sabe-se lá mais o quê.

É bem provável o acerto entre o governo e a base neste fim de semana e a chamada Lei do Calote de Dilma tem grande chance de ser aprovada no dia 2 de dezembro.

Aumenta a resistência contra a desmoralização da responsabilidade fiscal, conquista da sociedade que é um dos pilares da credibilidade da política econômica e da gestão pública no Brasil. É de extrema violência a iniciativa do governo de derrubar a meta fiscal, impondo a mudança na lei orçamentária para encobrir o seu descumprimento.

Só restou à oposição levar a matéria para a Justiça, com um mandado de segurança no STF para suspender a tramitação e o questionamento da validade da prestação de contas enviada por Dilma ao Congresso. E a nós resta fazer toda a pressão possível contra mais este disparate do governo.
 

ALTAMIR TOJAL