FRASE DA SEMANA

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".

(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

FATOS & FUTRIKAS



Vereador atuante
O vereador Jorge Melo tem se revelado um político como manda o figurino. Seus atos como edil tem demonstrado sua preocupação pela população mais carente sem praticar o clientelismo. Sua atuação tem sido voltada para a coletividade e como exemplo de sua preocupação procurou resolver uma problema quase crônico que era a iluminação do povoado Mucuri. Com uma taxa de iluminação mais cara do Estado, Marechal Deodoro deveria ser um exemplo em iluminação pública e a cidade mais bem iluminada do Estado. Mas não é isso que acontece e se torna necessário que um vereador puxe as orelhas do prefeito para resolver um problema de iluminação como o do povoado Mucuri.

Transporte Escolar
Prefeitura adquire 9 (nove) ônibus para o transporte escolar, mas com os recursos do Ministério da Educação, doados pelo Governo Federal a título de ajuda. É preciso que a população que não tem acesso as informações privilegiadas da internet tome conhecimento que a propaganda enganosa que o poder público pratica também é crime. Aliás, num município com uma arrecadação que gira em torno da terceira maior do Esatado, não se entende o porquê de tanta deficiência. Paulino Lopes diz: “Será que eles estão pensando que os deodorense são trouxas, haja inverdades... “

Ai que Saudades
Paulino Lopes afirma com absoluta certeza que um dos melhores momentos da Guarda Municipal de Marechal Deodoro foi quando o seu comandante era o Capitão Aflaudizio. Naquela época existia hierarquia, respeito e preparação física dos guardas. Aflaudízio era extremamente capacitado para desenvolver suas funções. O que não acontece hoje.
Naquela época a Guarda Municipal era respeitada e existia comando e não coronelismo. Hoje, segundo alguns de seus membros,  o que se vê é “muito cacique para pouco índio”, todos querem mandar não liderar e falta o principal: "capacidade"! Saber mandar é uma arte para poucos.


Revolta na Guarda Municipal
Quase totalidade da GM de Marechal Deodoro reivindicam melhorias de condições de trabalho. Alguns acusam ex-diretores como responsáveis – Roque, Jadir, Jorge Correia e Aflaudízio. Na realidade foram atuantes e operacionais, dedicados. Todos tiveram referenciais incontestáveis. E o que falta?
Será que o problema está no corpo da guarda? Todos são exemplares servidores, deodorenses abnegados e empenhados nas suas funções, com raríssimas exceções.
O que falta?
Condições de trabalho, reconhecimento e tratamento condigno?
Se não são os dirigentes ou o efetivo quem seria o responsável pelo caos? O que querem os Guardas Municipais de Marechal Deodoro?
UM BASTA NA HUMILHAÇÃO!

OPINIÃO




LOGOMARCA?

Recentemente passei a ouvir, e até testemunhar em trabalhos de alunos de Design, a contestação da existência da palavra logomarca. Fiquei perplexo, pois ao longo de minha vida profissional de arquiteto, artista plástico e professor dos cursos de arquitetura, jornalismo e, recentemente também de design, convivi com o termo como se verdadeiro fosse.
São citações como “logomarca é coisa de publicitário”, “logomarca não existe”, LOGOMARCA é um termo equivocado. Algumas das citações fazem referências até pejorativas, menosprezando os que a usam.
Como não é de minha índole discutir qualquer assunto sem embasamento, me empenhei na busca da etimologia da palavra e fui buscar respostas dos mais renomados etimologistas do país. A minha real preocupação é saber o seu significado para não ser obrigado a ouvir afirmativas errôneas e ter que aceitá-las por não ter argumentos para uma contestação.
Daí, verificando que o termo é composto de duas palavras (logo- + marca), passei a estudá-los separadamente tendo concluído o seguinte:
Logos, vem do grego (λόγος), significando inicialmente a palavra escrita ou falada - o Verbo. Tornou-se com o tempo a ter um significado mais amplo e sendo traduzido como razão (Heráclito). Na teologia cristã o conceito filosófico de Logos viria a ser adaptado no Evangelho de João, se referindo a Jesus Cristo como o Logos, ou seja, a Palavra como o "Motivo" de todas as coisas, sendo a causa que explica o anseio existencial humano - a razão. “No princípio era o Verbo...”, princípio supremo que rege o universo. Para a filosofia estoica (doutrina filosófica fundada por Zenão no séc. III a.C.), Logos era o princípio que anima e organiza a matéria, agindo como força determinante do destino e da racionalidade humana. Segundo Platão, significa o princípio de ordem.
Marca, por sua vez, vem do suevo (povo germânico que se fixou na Suábia) e é o sinal que se faz num objeto para reconhecê-lo. Também adotada como categoria, qualidade, espécie, tipo.
Finalmente o termo Logomarca (logo- + marca) pode ser considerado como um conjunto formado por letras e/ou imagens (palavras), aliado a um design que identifica, representa ou simboliza uma atividade ou produto.
No entanto, segundo o livro com os termos e verbetes utilizados em design gráfico lançado pela ADG Brasil - Associação dos Designers Gráficos do Brasil, a palavra "logomarca" estaria errada por se tratar de redundância.
Não consegui encontrar em nenhum dos estudos etimológicos a tradução de logo que possa vir a redundar com a de marca. Portanto, me parece que esta é mais uma discussão sem sentido. Uma altercação que aparenta denotar mais a necessidade de afirmação da recente profissão, que apenas surgiu no Brasil com o curso superior da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) no Rio de Janeiro, em 1963, querendo adotar a palavra como terminologia oficial no design, que uma finalidade esclarecedora.
Sob minha ótica, o que importa mesmo é que, se o termo é popularmente conhecido e amplamente aceito por profissionais e leigos que permeiam o campo do design e, se tem embasamento científico, por que discriminá-los até com desdém?
Paulo Alencar

Fontes de pesquisa:
http://www.sebastiany.blog.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Logos
http://www.priberam.pt/DLPO/logos
Dicionário Aurélio
Aulete Digital
Enciclopédia Delta
Dicionário Houaiss




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

OPINIÃO




                               
Maré Alta

COMPARAÇÕES

(O texto referência foi desenvolvido tendo como base de seus pontos fundamentais, matéria do jornal Extra, edição n° 743 de 25/31.10.2013, páginas 8 e 9, com a seguinte chamada de primeira página: “Promotores se beneficiaram da pilhagem em Piranhas”. A seguir a reportagem apresenta como cabeçalho: “Áreas públicas de Piranhas foram loteadas por ex-prefeita”).

Vamos começar esclarecendo o porquê do título “COMPARAÇÕES” no presente texto: Segundo informação de vereador Cacau, Cristiano Matheus, prefeito de Marechal Deodoro, acaba de enviar à Câmara, projeto de lei a ser referendado pelos edis do município. Por esta lei, se aprovada, o prefeito de Marechal Deodoro, poderá distribuir a seu bel prazer todas as áreas públicas do município. E ele certamente deve ter muita gente a ser agraciada, por relevantes serviços prestados.

A comparação com o exposto abaixo é quase perfeita. Compreensivamente, existiu o cuidado do prefeito do nosso município, não agir em ano eleitoral, objetivando a malversação do patrimônio público. Pelo menos, neste particular, Cristiano Matheus não será enquadrado na lei eleitoral n° 11300. Quanto à consumação do absurdo, tudo dependerá da vergonha dos senhores vereadores, dignos (ou indignos) representantes da população do município de Marechal Deodoro, em vias de pilhagem.

Cognominada como “festa no interior” a matéria do Extra faz uma abordagem envolvendo dois delitos distintos: 1) Áreas públicas loteadas; b) Desvios de recursos públicos.
A respeito das áreas públicas loteadas, a matéria dá-nos conta que a então prefeita, praticamente acabou com todas as áreas públicas do seu município, transferindo-as para as mãos de pessoas físicas e jurídicas com doações claramente suspeitas, embora autorizadas por leis municipais, devidamente aprovadas por comprometidos vereadores, a maioria delas, ao apagar das luzes de dezembro de 2012, último ano do primeiro mandato da questionada prefeita que, candidata a um segundo período, não conseguiu se reeleger.

Pelo levantamento minucioso do jornal, 97 doações de áreas de diversificadas dimensões, isentas de quaisquer ônus fiscais por um período de 10 anos, contemplaram figuras notoriamente conhecidas no município, tais como promotores do Estado, secretários e outros funcionários de estreito relacionamento com a ex-prefeita.  Além destes beneficiários, figuram também como contemplados, uma empresa hoteleira sediada em Aracajú/SE e diversos empresários individuais do ramo de hotelaria, comércio de confecções, restaurante, cosméticos, serviços etc. O somatório de todas as áreas envolvidas,  atinge um número nada desprezível de cerca de 145.000 m².

O jornal menciona ainda, como esclarecimento, que a prefeita infringiu a legislação eleitoral conforme lei 11300 de 10 de maio de 2006 segundo a qual, em ano eleitoral é proibida a distribuição de bens, valores ou quaisquer tipo de benefícios, por parte da Administração Pública.

(Aliás... aproveitando, esta é uma das muitas leis sutis: É o caso de se perguntar: Mas nos outros anos, não eleitorais, as pilhagens podem ser consumadas?)

Quanto ao desvio de recursos públicos, o GECOC, órgão do Ministério Público Estadual, divulgou em abril do corrente ano, o resultado de uma sua investigação apontando aquela ex-prefeita como chefe de uma quadrilha em que figuram outras 12 pessoas, que desviou cerca de 16 milhões de reais dos cofres do respectivo município. Alguns dos envolvidos na formação da quadrilha foram beneficiados com a distribuição de áreas públicas. Certamente os presenteados com a doação das terras, foram gratificados pelos serviços prestados direta ou indiretamente, no desvio dos 16 milhões de reais.

Em tempo: A ex-prefeita envolvida é Mellina Torres Freitas, ex-esposa do prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus.
O grupo é bem sintonizado em seus propósitos!

Arico Siarra